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Ministra revela esquema em julgamento que pode mudar o rumo do governo do Rio

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Em um momento que pode marcar uma virada positiva para a democracia no Rio de Janeiro, a ministra Maria Isabel Galotti, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votou pela cassação do mandato do governador Cláudio Castro, destacando abusos de poder político e econômico durante sua campanha de reeleição em 2022. Como relatora do caso, Galotti trouxe à tona evidências de contratações irregulares na Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), realizadas à margem das normas constitucionais e sem fiscalização adequada. Ela apontou que pagamentos eram feitos diretamente na boca do caixa dos bancos, e testemunhas relataram coerção para apoiar a campanha de Castro em troca de empregos. Essa investigação revela como o governador, em posição central, autorizou práticas que beneficiaram sua reeleição, mas agora abre espaço para maior transparência e accountability no poder público, inspirando jovens a acreditarem no sistema eleitoral.

O voto da ministra também condenou o ex-vice-governador Thiago Pampolha, Gabriel Rodrigues Lopes, ex-presidente da Ceperj, e o deputado estadual Rodrigo da Silva Bacellar, propondo inelegibilidade por oito anos e novas eleições para o estado. O Ministério Público Eleitoral (MPE), representado pelo vice-procurador Alexandre Espinosa, reforçou a acusação de que Castro obteve vantagens com a contratação de 27.665 servidores temporários, custando R$ 248 milhões em recursos descentralizados para entidades desvinculadas da administração pública. Depoimentos confirmaram que alguns contratados trabalharam na campanha, e pagamentos em espécie visavam aliciar eleitores. Apesar da defesa de Castro, que argumentou não ser responsável por irregularidades na execução de programas, o julgamento suspenso por pedido de vista do ministro Antônio Carlos Ferreira sinaliza um processo investigativo robusto, que pode fortalecer a confiança da juventude na justiça, promovendo um futuro mais ético na política fluminense.

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