Em um depoimento surpreendente na Divisão de Controle e Custódia de Presos (DCCP), Carlos Eduardo Pessoa, de 20 anos, mudou sua versão sobre a morte de Allany Fernanda, de 13 anos, no Sol Nascente. Inicialmente, ele havia atribuído o tiro a um rival, mas agora assume a autoria, alegando que o disparo foi acidental enquanto manuseava a arma. Segundo o advogado de defesa, Paulo Sérgio de Melo, o jovem se desesperou com o ocorrido e inventou a história inicial para se proteger. Essa reviravolta traz esperança para uma investigação mais clara, destacando a importância de depoimentos honestos em casos sensíveis como esse, que envolvem jovens e podem inspirar discussões sobre segurança e responsabilidade entre a galera.
A narrativa reconstruída por Carlos detalha uma noite que começou tranquila: no domingo (2/11), ele saiu com a namorada para um bar em Ceilândia, acompanhados por Allany, seu suposto namorado e uma amiga. Mais tarde, o grupo foi para uma kitnet, pediu sanduíches e pizza de chocolate, e tudo parecia calmo até o momento fatídico. O advogado enfatiza que laudos iniciais mostram marcas de mordidas no peito e braço de Carlos, sugerindo uma luta, mas contesta que lesões no pescoço de Allany foram causadas por ele, apontando para o namorado dela. Sem envolvimento amoroso entre Carlos e Allany, que se conheceram há apenas três dias, a defesa argumenta contra o indiciamento por feminicídio e aguarda mais depoimentos e perícias. Essa abordagem investigativa reforça a busca pela verdade, mostrando como a polícia e a justiça podem trabalhar para esclarecer fatos e promover um ambiente mais seguro para os jovens.
Enquanto a Polícia Civil trata o caso como feminicídio, o foco positivo está no avanço das investigações, que podem trazer lições valiosas sobre prevenção de acidentes e a importância de relatar a verdade desde o início. Para o público jovem, isso serve como lembrete de que transparência e cuidado com armas podem evitar tragédias, incentivando diálogos abertos sobre temas delicados na comunidade.