Em uma operação que destaca o papel crucial da investigação policial, a Polícia Civil de Goiás (PCGO) prendeu preventivamente um homem de 33 anos na manhã de 6 de novembro, acusado de assassinar sua companheira de 47 anos por ciúmes excessivos. Agentes do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Formosa atuaram com precisão, revelando um relacionamento turbulento que durava cerca de um ano, marcado por brigas constantes, controle possessivo e episódios de agressão física. O caso ganhou força após semanas de apuração detalhada, culminando na captura do suspeito no Setor Parque São Francisco, em Formosa, onde ele foi detido e encaminhado à unidade prisional local, agora à disposição da Justiça. Essa ação não só traz alívio para a família da vítima, mas também serve como um exemplo positivo de como denúncias e investigações ágeis podem interromper ciclos de violência, incentivando jovens a ficarem atentos a sinais de relacionamentos tóxicos e buscarem ajuda precoce.
Os detalhes investigados pintam um quadro alarmante, mas que reforça a importância da resiliência e da rede de apoio: em agosto, durante uma discussão motivada por desconfianças infundadas, o homem desferiu vários chutes na barriga da mulher, causando uma perfuração no intestino que a levou a uma internação em estado grave. Temendo por sua vida, ela fugiu para Brasília e se abrigou com familiares, demonstrando coragem ao romper o silêncio. Antes de falecer em 27 de setembro, a vítima compartilhou mensagens de WhatsApp com a sobrinha, relatando o ocorrido: “Chegou de noite e ele me perguntou se eu tinha saído com um caminhoneiro. Ele tinha certeza que eu tinha dado para ele. Foi quando ergueu o pé e deu na minha costela, entendeu? Minha costela tá doendo! E eu saí de lá fugida, porque ele quer me prender lá com ele.” Essa evidência foi pivotal para a polícia, transformando uma tragédia em uma lição de empoderamento, mostrando que falar abertamente sobre abusos pode salvar vidas e inspirar uma geração mais consciente e proativa contra a violência de gênero.