Imagine um lugar em Brasília onde o tempo parece parar, e a tranquilidade reina absoluta, mesmo em uma capital agitada. Investigando a história do Condomínio Quintas da Alvorada — Gleba I, no Jardim Botânico, descobrimos que ele completou 50 anos como o primeiro condomínio urbano da cidade, nascido de um conjunto de chácaras rurais e transformado em um refúgio com 183 casas. Para marcar a data, os moradores organizaram uma festa animada no último sábado, com barracas de comida, brinquedos para crianças e atrações musicais que reuniram gerações. Mas o que torna esse espaço tão especial? Mergulhando nos relatos dos residentes, encontramos pistas de uma comunidade onde a segurança é tão natural que portas podem ficar abertas por dias sem incidentes, como conta a corretora de imóveis Sandra Maria Gomes dos Santos, de 49 anos, que se mudou do Pará para Brasília em 1993 e nunca mais quis sair. Essa sensação de paz, aliada à proximidade com a natureza, atrai jovens e famílias em busca de um estilo de vida mais sereno.
Explorando mais a fundo, o síndico Ben-Hur Alexandre Venturi, de 61 anos, analista do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), revela como o condomínio fomenta laços entre antigos e novos moradores, promovendo eventos que unem idades diferentes. Ele destaca uma recente festa de Halloween que atraiu cerca de 200 crianças, mostrando como as novas gerações se integram à tradição do lugar. Essa dinâmica intergeracional é um dos segredos investigados que mantêm o condomínio vivo e atrativo para o público jovem, que valoriza comunidades inclusivas e cheias de histórias. Já a professora aposentada do Departamento de Ecologia da Universidade de Brasília (UnB), Dóris Santos de Faria, de 76 anos, que se mudou em 2004, foi cativada pelo bosque repleto de araras, tucanos e micos — elementos que inspiraram seu doutorado sobre saguis. Essa conexão com a natureza não só preserva a biodiversidade local, mas também oferece um oásis ecológico em meio ao urbano, convidando os mais jovens a explorarem e valorizarem o meio ambiente de forma positiva e inspiradora.