Imagine uma cidade amazônica se transformando no epicentro global da luta contra as mudanças climáticas – é exatamente isso que Belém vive a partir de hoje, com a abertura oficial da COP30. Investigando os bastidores, descobrimos que, dez anos após o Acordo de Paris, o evento reúne representantes de 194 países e a União Europeia, prometendo renovar compromissos para limitar o aquecimento a 1,5°C. O presidente Lula, em seu discurso, destacou o protagonismo brasileiro, enfatizando ações concretas para fechar a lacuna entre promessas e realidade, enquanto o secretário-executivo da ONU, Simon Stiell, alertou para a urgência de cooperações, citando desastres recentes como o tornado no Paraná. Apesar de ausências notáveis, como os Estados Unidos, especialistas como Anna Cárcamo, do Greenpeace Brasil, veem nisso uma chance para outros países liderarem, ocupando espaços com medidas proativas. A expectativa é alta, com o evento atraindo cerca de 50 mil pessoas e abrindo portas para inovações, como a visitação ao navio do Greenpeace nos fins de semana.
No coração dessa conferência, o Fundo de Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) surge como uma aposta otimista do governo brasileiro, com meta de US$ 10 bilhões até 2026 e já caminhando para US$ 5,5 bilhões, inclusive com apoio da Alemanha. Analisando de perto, Cárcamo aponta que, embora precise de ajustes – como alocar pelo menos 20% diretamente para povos indígenas e comunidades locais –, o fundo representa um passo positivo rumo à remuneração de florestas em pé e à transição energética. A estrutura do evento, dividida em Zona Azul para negociações oficiais e Zona Verde aberta ao público, fomenta diálogos inclusivos sobre sustentabilidade, aproximando a agenda climática da vida cotidiana. Um destaque investigado é a Casa do Seguro, montada por seguradoras como Allianz e Bradesco, com programação temática sobre resiliência em infraestrutura e energias renováveis. Concebida com práticas sustentáveis, como resíduo zero, ela se posiciona como uma plataforma aberta para a sociedade, mostrando como o setor pode ajudar a prevenir impactos climáticos e construir um futuro mais resiliente – uma oportunidade imperdível para jovens engajados em moldar esse caminho.
Explorando mais a fundo, o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, clama por avanços ambiciosos, notando que a ambição global começa a curvar as emissões. Mesmo com estudos do Pnuma prevendo aquecimento de 2,3°C a 2,5°C se compromissos atuais forem mantidos, o tom positivo prevalece: a conferência pode impulsionar financiamentos, como o plano de US$ 1,3 trilhão anual para países em desenvolvimento, e eventos paralelos no Parque da Cidade incentivam inovação. Para o público jovem, isso significa não só debates acessíveis, mas uma chamada para ação coletiva, transformando desafios em soluções reais e inspiradoras.