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Vitória ambiental no Rio: Justiça freia expansões no Comperj para preservar manguezais

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Em uma decisão que representa um sopro de esperança para a preservação da natureza, a Justiça Federal do Rio concedeu uma liminar suspendendo novos licenciamentos ambientais para o antigo Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), agora chamado Complexo de Energias Boaventura, em Itaboraí. Essa medida, conquistada pelo Ministério Público Federal do Rio (MPF-RJ), surge como uma resposta investigativa a irregularidades que ameaçavam áreas de rica biodiversidade, incluindo manguezais e estuários vitais para o ecossistema local. O foco está em proteger unidades de conservação federais, como a Área de Proteção Ambiental (APA Guapimirim) e a Estação Ecológica Guanabara, juntamente com suas zonas de amortecimento. Com isso, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) são obrigados a implementar ações concretas para minimizar os impactos das obras existentes, promovendo uma abordagem mais sustentável e responsável.

A ação do MPF foi motivada por uma análise aprofundada que revelou como o Inea teria desconsiderado ou alterado condicionantes ambientais impostas por instituições federais, sem a devida consulta ao Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio). Investigando os detalhes, descobriu-se que, de um total de 4.322 hectares previstos para restauração, apenas cerca de 80 hectares – o equivalente a meros 1,85% – foram efetivamente recuperados. Essa discrepância destaca a urgência de intervenções que priorizem o meio ambiente, e a suspensão abrange novos empreendimentos, unidades, polos, linhas de transmissão e outras estruturas do complexo. Em caso de descumprimento, uma multa de R$ 1 milhão será aplicada, incentivando o cumprimento e abrindo caminho para práticas mais ecológicas.

Essa liminar não só freia potenciais danos, mas também inspira uma geração mais consciente: jovens ativistas e comunidades locais veem nisso uma oportunidade para pressionar por mudanças reais, transformando o Comperj em um exemplo de como o equilíbrio entre desenvolvimento e preservação pode gerar benefícios duradouros para todos.

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