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Desvendando a rede oculta: Como a PF desarticulou uma operação de migração ilegal em Brasília

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Imagine uma trama digna de filme de suspense, mas acontecendo bem aqui no Distrito Federal: um paquistanês de 35 anos, Sami ur Rahman, transformou a capital em base para uma organização transnacional de contrabando de migrantes. Chegando ao Brasil em 2013 por São Paulo e solicitando refúgio, ele se estabeleceu em Brasília, onde abriu empresas como fachadas para suas atividades. Uma agência de viagens na QR 502 de Samambaia Sul, iniciada em 2018 com R$ 50 mil de capital, e um lava-jato na QS 612 de Samambaia Norte, aberto em 2019 com R$ 100 mil, serviam de disfarce. Essas frentes ocultavam uma rota clandestina que levava migrantes do Sul da Ásia, via Brasil, até a fronteira dos Estados Unidos, com custos entre US$ 4 mil e US$ 15 mil por pessoa. As investigações revelaram conexões com Paquistão, Afeganistão, México e EUA, envolvendo recrutamento, logística e até falsificação de documentos. Para vocês, jovens que acompanham o mundo globalizado, isso mostra como redes criminosas exploram sonhos de uma vida melhor, mas também destaca a importância de rotas legais e seguras para migração.

O lado positivo dessa história surge com a Operação Rota Ilegal, deflagrada pela Polícia Federal em 19 de novembro, que desmontou essa estrutura com maestria. Sami foi preso em Samambaia Sul, na casa da namorada, após mandados de busca, apreensão e bloqueio de R$ 5,94 milhões em bens, incluindo contas, imóveis e criptoativos. A operação, apoiada por inteligência internacional, estimou que o grupo movimentou pelo menos US$ 1,1 milhão em cinco anos. Anteriormente, em 2015, Sami já havia sido condenado por tentativa de suborno no Porto do Pecém, no Ceará, onde tentou embarcar clandestinamente para a América do Norte com um grupo. Essa vitória da PF não só interrompeu uma cadeia de exploração, mas inspira confiança nas instituições que protegem vulneráveis e combatem o crime organizado. Para o público jovem, é um lembrete empoderador: a vigilância e a ação coletiva podem transformar realidades sombrias em oportunidades de justiça e esperança global.

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