A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou a terceira fase da Operação Sem Reservas nesta terça-feira (16/12), resultando na prisão de cinco pessoas envolvidas em um esquema interestadual de estelionato e lavagem de dinheiro. A quadrilha clonava sites e perfis de redes sociais de pousadas legítimas em Pirenópolis (GO), induzindo vítimas a fazerem pagamentos antecipados por hospedagens que nunca existiam. Os valores eram direcionados para contas bancárias de terceiros e, em seguida, lavados por meio de criptomoedas, com movimentações que incluíam casas de câmbio no Paraguai. Segundo as investigações, o grupo era responsável pela lavagem de aproximadamente R$ 13 milhões nos últimos dois anos, faturando cerca de R$ 20 mil por dia. As prisões ocorreram em Goiânia (GO), Belém (PA) e Taboão da Serra (SP), com apoio das polícias civis locais, elevando o total de detidos para 16 desde o início da operação.
Nesta etapa, foram capturados os “tripeiros”, integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) responsáveis por alugar contas bancárias e executar a lavagem dos recursos obtidos. A divisão de tarefas era bem definida: 50% dos lucros ficavam com os administradores dos sites clonados, 30% com os tripeiros e 20% com os que cediam as contas. Além das prisões, o Juízo de Garantias do Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT) determinou o bloqueio e a liquidação de criptomoedas ligadas aos investigados. As fases anteriores da operação ocorreram em novembro de 2024, com três prisões, e em março de 2025, com oito detidos, todos relacionados à criação das páginas fraudulentas.
O delegado-chefe da 18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia), Fernando Cocito, destacou a evolução dos crimes financeiros, que migraram do ambiente presencial para o virtual, impulsionados pela facilidade de transações com criptomoedas. As investigações identificaram 83 vítimas no Distrito Federal lesadas pelos golpes, revelando o impacto nacional do esquema.