O Metrô do Distrito Federal anunciou nesta quinta-feira (18/12) a publicação de um edital para a retomada das obras de ampliação da Linha 1, em Ceilândia (DF). O projeto inclui a extensão de mais de 2,3 km de trilhos a partir do terminal atual de Ceilândia, com a construção de duas novas estações localizadas entre as quadras QNO 5 e 13 e entre as QNO 7 e 15, atendendo a uma demanda antiga da região por transporte metroviário. O novo trecho cruzará Ceilândia até as proximidades da BR-070, na saída para Águas Lindas de Goiás. Após a assinatura do contrato com a empresa vencedora da licitação, o prazo estimado para a conclusão das obras é de 45 meses. O edital, divulgado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), abrange a contratação da executora responsável pelo projeto, que havia sido interrompido e só foi retomado após autorização do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), com todas as exigências do órgão atendidas pelo Metrô-DF.
Além das obras civis, o edital prevê a elaboração de projetos de engenharia básicos e executivos, a construção das futuras estações 28 e 29, a instalação de duas subestações de energia e a implantação de sistemas necessários para a operação plena e integração ao sistema metroviário existente. Essa expansão se conecta a um projeto em estudo para um sistema ferroviário ligando Águas Lindas de Goiás a Ceilândia, com um terminal de integração na região da nova extensão. O trajeto proposto entre Águas Lindas e Ceilândia teria cerca de 22 quilômetros, incluindo duas paradas no Distrito Federal antes da conexão com o metrô.
O projeto maior do trem do Entorno visa criar um corredor ferroviário de aproximadamente 62 quilômetros entre Luziânia (GO) e Brasília, passando por municípios como Cidade Ocidental e Valparaíso de Goiás, ampliando a conectividade entre o Entorno e o Distrito Federal. Envolvendo empresas chinesas, como a PCI Technology Group, especializada em mobilidade urbana, os procedimentos para o trecho entre Luziânia e o DF estão sob responsabilidade da Infra S.A., vinculada ao Ministério dos Transportes, conforme a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).