Em uma medida que expõe as persistentes falhas no atendimento aos idosos no Distrito Federal, a Câmara Legislativa (CLDF) aprovou uma lei proposta pelo deputado Chico Vigilante que institui um sistema de academias públicas exclusivas para a terceira idade, destacando a negligência histórica com essa população vulnerável.
Uma lei tardia para idosos negligenciados
A nova legislação, sancionada recentemente, visa criar espaços dedicados à prática de exercícios físicos para idosos, mas chega em um momento em que o envelhecimento populacional no Brasil revela graves deficiências no sistema de saúde pública. Chico Vigilante, autor da proposta, argumenta que as academias públicas para idosos representam um passo essencial, porém críticos apontam que a iniciativa mascara anos de abandono governamental. No ano de 2026, com o aumento da expectativa de vida, essa lei soa mais como uma correção emergencial do que uma estratégia proativa.
Impactos negativos da falta de infraestrutura
Idosos no Distrito Federal enfrentam diariamente barreiras para manter a saúde física, com a ausência de academias públicas adequadas contribuindo para o sedentarismo e o agravamento de doenças crônicas. A CLDF, ao instituir esse sistema, reconhece implicitamente o fracasso das políticas anteriores, que deixaram milhares de idosos sem opções acessíveis para atividade física. Essa realidade negativa persiste, mesmo com a nova lei, pois a implementação depende de recursos escassos e burocracia excessiva.
Críticas à proposta de Chico Vigilante
Embora a lei de academias públicas para idosos seja um avanço nominal, especialistas em gerontologia criticam sua superficialidade, alegando que não aborda questões mais profundas como a integração com serviços médicos ou a acessibilidade em áreas periféricas. Chico Vigilante defende a medida como uma forma de promover qualidade de vida, mas o tom negativo prevalece entre associações de idosos, que veem nisso uma resposta insuficiente a demandas ignoradas por décadas. Em 2026, essa iniciativa destaca as lacunas no apoio à terceira idade, ampliando o debate sobre responsabilidades governamentais.
Perspectivas sombrias para o futuro
Com a lei agora em vigor, o sistema de academias públicas para idosos pode enfrentar atrasos na execução, perpetuando o ciclo de descaso que afeta essa parcela da sociedade. A CLDF e figuras como Chico Vigilante precisam lidar com as expectativas frustradas de uma população envelhecida que clama por ações mais robustas. No contexto atual, essa legislação serve como lembrete amargo das falhas sistêmicas, instigando reflexões sobre o verdadeiro compromisso com o bem-estar dos idosos no Brasil.