Governador do DF anuncia recurso contra liminar que suspende lei de capitalização do BRB
No Distrito Federal, o governador Ibaneis Rocha anunciou que recorrerá de uma liminar judicial que suspendeu artigos da lei de capitalização do Banco de Brasília (BRB). A decisão, proferida pelo juiz Daniel Branco Carnacchioni, da 2ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), determina que o Governo do Distrito Federal (GDF) se abstenha de qualquer medida baseada na lei. A norma, sancionada em 10 de março de 2026, autorizava o uso de imóveis públicos como garantia para financiamentos, o que motivou a intervenção judicial para preservar o patrimônio público.
Detalhes da decisão judicial
A liminar foi concedida recentemente, antes de 17 de março de 2026, com o objetivo de evitar danos ao patrimônio das estatais distritais. O juiz destacou a necessidade de impedir a transferência ou constituição de garantias em favor do BRB, envolvendo bens do Distrito Federal ou de entidades estatais. Essa medida suspende temporariamente a aplicação da lei, enquanto o recurso anunciado pelo governador deve ser interposto em breve.
A liminar deve ser deferida para impedir a concretização da referida lei, tudo para preservação do patrimônio público das estatais distritais envolvidas nesta operação econômica.
De acordo com a decisão, a urgência se justifica pela preparação já em curso para a execução dos instrumentos de capitalização do BRB, incluindo a transferência de imóveis.
Motivações e impactos da liminar
O juiz Daniel Branco Carnacchioni enfatizou que o dano ao patrimônio público está relacionado à autorização para operações que envolvem bens estatais. Essa suspensão visa proteger os ativos distritais de possíveis prejuízos irreparáveis. O governador Ibaneis Rocha, ao confirmar o recurso, busca reverter a decisão para prosseguir com a capitalização do BRB, considerada essencial para o fortalecimento da instituição financeira.
Dano ao patrimônio público se relaciona à autorização para a transferência ou constituição de garantias em favor do BRB, operações que envolvem bens do Distrito Federal ou de entidades estatais.
Contexto e próximos passos
A lei de capitalização do BRB foi sancionada há uma semana, em 10 de março de 2026, e visava ampliar as operações do banco por meio de financiamentos garantidos por imóveis públicos. Com a liminar em vigor, o GDF deve aguardar o desfecho do recurso no TJDFT. Especialistas acompanham o caso, que pode influenciar futuras políticas de gestão de patrimônio no Distrito Federal.
A urgência se verifica porque já há preparação para a execução dos instrumentos de capitalização do BRB, autorizados pela referida lei, inclusive e principalmente a transferência de imóveis do DF e de outras estatais.