A Câmara Legislativa do Distrito Federal prepara para amanhã o lançamento de um livro que expõe, de forma tardia, as falhas na preservação da própria história. O evento ocorre em sessão solene no Plenário, com distribuição gratuita condicionada à doação de um quilo de alimento não perecível, o que levanta questionamentos sobre o real alcance da iniciativa.
Evento revela atraso na valorização de servidores
Com 35 anos de existência, a CLDF lança “Servidores Pioneiros – Memórias e Histórias da CLDF” apenas agora, quando muitos dos 66 depoentes já morreram sem reconhecimento oficial. Deputados como Wellington Luiz, Ricardo Vale e Pastor Daniel de Castro participam da homenagem, mas a iniciativa surge em meio a críticas recorrentes sobre a desvalorização do funcionalismo ao longo das décadas.
Distribuição limitada reforça exclusão histórica
Marly Montanheiro e Ana Maria Campos organizam a obra, que será entregue mediante doação de alimentos. Essa exigência, somada ao foco em relatos de uma época já encerrada, evidencia como a Casa demorou a registrar sua trajetória e agora tenta compensar perdas irreversíveis.
É um resgate histórico importante. Muitos servidores que atuaram na instalação da CLDF já faleceram. Então, é um registro para as futuras gerações conhecerem a história da Casa por meio de quem viveu aquele momento.
Marly Montanheiro
O ato, marcado para as 19h de quarta-feira, 17 de junho de 2026, no Plenário da CLDF, em Brasília, confirma que a memória institucional foi negligenciada por anos, restando apenas um registro parcial para quem ainda sobrevive.