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Motorista de Mercedes escapa em alta velocidade, mas justiça impõe lições de responsabilidade em Taguatinga

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Em uma noite movimentada de novembro de 2024, agentes do Detran-DF patrulhavam a avenida Hélio Prates, em Taguatinga, quando avistaram um condutor saindo de um bar ao volante de uma Mercedes-Benz. Ao acionar o “rotolight” para uma parada de rotina, o motorista inicialmente abaixou o vidro, conversou com os agentes e até concordou em parar quando o semáforo abrisse. No entanto, em uma reviravolta surpreendente, ele acelerou bruscamente, iniciando uma fuga em alta velocidade pelas vias da região. A perseguição revelou um desprezo pelas normas de trânsito: o condutor quase atropelou um ciclista e só parou após perder o controle e colidir com uma árvore. Investigando os detalhes, os depoimentos dos agentes, que gozam de presunção de veracidade segundo o colegiado, destacam como essa ação não foi um mal-entendido isolado, mas um risco deliberado à ordem pública. Após a prisão, o motorista pagou fiança de R$ 10 mil, mas o caso seguiu para análise judicial, revelando camadas de imprudência que poderiam ter sido evitadas com maior conscientização.

A 2ª Turma Criminal do TJDFT, em decisão unânime, manteve a condenação de primeira instância, impondo uma pena de um mês e dez dias de detenção em regime inicial semiaberto, além de multa ajustada à capacidade financeira do réu. A defesa argumentou ausência de dolo, alegando que os vidros fechados e a música alta impediram a compreensão da ordem, pedindo absolvição ou redução para regime aberto. Contudo, o Ministério Público e a Procuradoria de Justiça defenderam a sentença, alinhados ao entendimento do STJ de que desobediência a ordens de parada por agentes em policiamento ostensivo configura crime. Essa resolução não só reforça a importância de respeitar autoridades de trânsito, mas também serve como um exemplo positivo para jovens motoristas: a justiça age com firmeza para promover segurança coletiva, especialmente considerando que o condutor já responde a múltiplas condenações prévias. Ao frear comportamentos arriscados, decisões como essa incentivam uma cultura de responsabilidade ao volante, transformando um incidente negativo em oportunidade de aprendizado para toda a comunidade do Distrito Federal.

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