Início Política Hugo Motta sob fogo cruzado: desgaste na presidência da Câmara atinge pico com protestos e críticas
Política

Hugo Motta sob fogo cruzado: desgaste na presidência da Câmara atinge pico com protestos e críticas

37

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), enfrenta um dos períodos mais turbulentos desde que assumiu o cargo em fevereiro. Monitoramentos digitais revelam que 72,8% das menções a ele nas redes sociais foram negativas, conforme pesquisa da agência Ativaweb realizada em 9 e 10 de dezembro. O foco das críticas recai sobre a sessão de votação do Projeto de Lei da Dosimetria, marcada por tumultos, uso de força policial contra o deputado Glauber Braga (PSol-RJ), retirada de jornalistas do plenário e interrupção do sinal da TV Câmara. Esses episódios extrapolaram o âmbito institucional, gerando reações de governistas e oposicionistas, que classificam a condução como autoritária. Além disso, polêmicas anteriores, como a PEC da Blindagem e ações judiciais contra outdoors críticos em João Pessoa, contribuem para o desgaste, ampliando a percepção de que Motta prioriza interesses de grupos parlamentares em detrimento de acordos amplos.

A desconfiança se aprofunda com o Palácio do Planalto, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou dúvidas sobre a experiência de Motta antes da eleição, apesar do amplo apoio que o elegeu com 444 votos. Conflitos como a pauta do Projeto de Decreto Legislativo para sustar o aumento do IOF e a escolha de relatores controversos, como Guilherme Derrite para o PL Antifacção, romperam diálogos com o PT, culminando em acusações mútuas de imaturidade e sabotagem. Cientistas políticos, como Leonardo Paz Neves da FGV e Pedro Hermílio Villa Boas Castelo Branco do Iesp-Uerj, apontam fragilidades na liderança de Motta, que tenta equilibrar alianças entre esquerda e direita, mas acaba insatisfazendo ambos os lados, prejudicando a credibilidade do Parlamento.

O cenário se complica com protestos previstos para hoje em várias cidades, como Rio de Janeiro e São Paulo, convocados por entidades como PT, Brasil Popular e Povo Sem Medo, com apoio de artistas e influenciadores. As manifestações criticam o PL da Dosimetria como um retrocesso ou golpe jurídico, potencialmente beneficiando condenados por tentativas de golpe após as eleições de 2022. No Senado, o texto será relatado por Esperidião Amin (PP-SC), enquanto o governo busca rejeitá-lo na CCJ ou vetá-lo integralmente, refletindo tensões que afetam o equilíbrio institucional e mobilizam a sociedade em atos que ecoam demandas por um Congresso mais alinhado ao povo.

Conteúdo relacionado

CLDF anuncia concurso de fotografia em Brasília, ignorando desafios urbanos crônicos

Descubra como a CLDF lança o concurso 'Brasília Sob Lentes' em 2026,...

Alexandre de Moraes agenda julgamento de embargos de PMs condenados por atos de 8 de janeiro no STF

Ministro Alexandre de Moraes agenda para fevereiro de 2026 julgamento de embargos...

Servidores do DF recebem benefício polêmico para comprar imóveis com licença-prêmio

Servidores do DF agora convertem licença-prêmio em créditos para comprar imóveis da...

CLDF anuncia treinamento tardio para professores detectarem abusos em alunos do DF

CLDF anuncia treinamento obrigatório para professores identificarem abusos em alunos do DF,...