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Programa Acredita do Sebrae promete crédito mais acessível para pequenos empresários no DF

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Em entrevista ao CB.Poder, parceria entre o Correio e a TV Brasília, o gerente de Capitalização e Serviços Financeiros do Sebrae, Valdir Oliveira, destacou as principais barreiras enfrentadas pelos pequenos empreendedores no Brasil, especialmente no Distrito Federal. Segundo ele, apenas 12% dos pequenos negócios conseguem acessar crédito em instituições financeiras, e os que obtêm enfrentam custos elevados que podem transformar o sonho empresarial em um pesadelo. O Programa Acredita, iniciativa do governo federal apoiada pelo Sebrae, visa descentralizar o crédito com taxas mais baixas, oferecendo garantia do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe) e um modelo de crédito assistido, que inclui capacitação e consultoria individual para garantir a sustentabilidade das empresas. Oliveira, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico do DF, enfatizou que esse suporte é essencial para evitar erros comuns, como a “automedicação” com empréstimos baseados apenas no valor da parcela, o que contribui para uma inadimplência acima de 8% devido à alta taxa Selic.

Além das questões de crédito, Oliveira criticou a defasagem na tabela do Simples Nacional no DF, congelada em R$ 3,6 milhões desde 2018, enquanto o limite nacional é de R$ 4,8 milhões, o que trata pequenos empresários locais como grandes e aumenta sua carga tributária. O aumento da alíquota modal do ICMS de 18% para 20% pelo Governo do Distrito Federal agrava a situação, especialmente pós-pandemia. Para acessar o programa, os interessados podem recorrer ao portal sebrae.com.br/acredita, que direciona para orientações estaduais personalizadas, como consultorias pré-crédito ou planos de negócio.

Quanto à adesão bancária, o programa conta com 26 instituições parceiras, mas o BRB optou por não operar, deixando recursos parados após o vencimento de um convênio em junho de 2020. Oliveira expressou tristeza com a decisão, que afeta os numerosos pequenos empresários no DF, e mencionou preocupações com a aquisição de uma carteira de R$ 12 bilhões do Banco Master pelo BRB, gerando dúvidas no setor.

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