Em um debate promovido pelo Correio Braziliense e pelo Hospital Anchieta, especialistas e autoridades investigaram os tabus que ainda cercam a saúde masculina, revelando histórias impactantes que incentivam a prevenção. O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, compartilhou um relato pessoal emocionante: em 2010, ele perdeu o pai para o câncer de próstata aos 75 anos, vítima de desinformação e medo de impotência. Com formação em medicina, Rêgo destacou que 90% dos casos são tratáveis, descrevendo o câncer como “manso” por demorar até 10 anos para metastatizar. Ele enfatizou o exame de Antígeno Prostático Específico (PSA), que dura apenas dois minutos e pode garantir décadas de vida, transformando o Novembro Azul em um chamado à ação para homens acima de 45 anos. Essa abordagem investigativa no evento expôs como a conscientização pode quebrar barreiras e salvar vidas, elogiando o papel ético da imprensa em promover responsabilidade social.
Investigando as iniciativas governamentais, Carlos Barroso, diretor de urgências, diagnóstico e cirurgia da Secretaria de Saúde, revelou avanços no Distrito Federal que facilitam o acesso a tratamentos. Pelo programa Opera DF, o Governo do Distrito Federal (GDF) aumentou equipes de anestesistas e cirurgias para hiperplasia e vasectomia, agilizando atendimentos a partir de unidades básicas de saúde ou ambulatórios especializados. Barroso anunciou investimentos em rastreamento integrado do câncer de próstata, direcionando pacientes diretamente a especialistas com exames e retornos ágeis, promovendo cuidados preventivos eficientes. Essa estratégia positiva visa reduzir mortalidades e melhorar a qualidade de vida, mostrando como políticas públicas podem tornar a saúde masculina mais acessível e menos intimidante para a geração mais jovem.
O diretor-geral do Hospital Anchieta de Ceilândia, Clodoaldo Abreu, aprofundou a investigação ao afirmar que o Novembro Azul é um movimento para vencer preconceitos, incentivando visitas ao urologista e exames de rotina, especialmente para homens acima de 50 anos, negros ou com histórico familiar. Ele destacou a estrutura do Grupo Anchieta, com tecnologia de ponta como cirurgia robótica coordenada pelo doutor Fernando Croitiner, que melhora prognósticos e desfechos clínicos. Abreu reforçou a necessidade de diálogos frequentes para quebrar tabus, tornando o diagnóstico precoce uma realidade que promove qualidade de vida e empodera os homens a priorizarem sua saúde de forma proativa e confiante.