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Como JK uniu arte e visão para moldar o futuro do Brasil

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Imagine um Brasil efervescente, onde a chuva de granizo parece atender aos desejos de um presidente visionário, e a cultura pulsa com inovações que definem uma era. Em 1958, Juscelino Kubitschek, ou JK, celebrava vitórias no Catetinho, cercado de amigos, enquanto o modernismo brasileiro atingia seu ápice. Esse período harmonioso, marcado pela Bossa Nova com “Chega de Saudade” de João Gilberto, o surgimento do Cinema Novo e a vitória na Copa do Mundo com Pelé e Garrincha, culminava na construção acelerada de Brasília, projetada por Oscar Niemeyer. Mas as raízes dessa transformação remontam a eventos chave do modernismo: da Semana de Arte Moderna de 1922 à construção do Conjunto Arquitetônico da Pampulha em 1943, em Belo Horizonte. JK, então prefeito, inspirado pelo projeto do Ministério da Educação de 1937 – que reuniu gênios como Le Corbusier, Lucio Costa e Cândido Portinari –, idealizou a Pampulha como uma “obra de arte total”, integrando arquitetura, escultura e pintura em formas arrojadas que romperam com o passado.

Investigando mais fundo, descobrimos como JK posicionou Minas Gerais no centro das vanguardas culturais. Em 1944, ele organizou a Exposição de Arte Moderna em Belo Horizonte, reunindo 134 obras de 46 artistas, incluindo Anita Malfatti, Alfredo Volpi e Di Cavalcanti. O evento atraiu intelectuais do Rio e São Paulo, como Jorge Amado, Oswald de Andrade e José Lins do Rego, promovendo debates acalorados sobre o modernismo e inserindo o estado nas reflexões pós-guerra sobre desenvolvimentismo e estética social. Essa iniciativa não só divulgou o Conjunto da Pampulha – com destaques como a Igreja de São Francisco de Assis, consagrada em 1959 – mas também pavimentou o caminho para Brasília, onde a integração de arte e urbanismo se tornou icônica.

Essa herança brilha em Brasília, com obras de Athos Bulcão em mais de 260 pontos, jardins de Burle Marx no Itamaraty e esculturas de Alfredo Ceschiatti na Praça dos Três Poderes. Não esqueçamos Marianne Peretti, a única mulher na equipe de Niemeyer, cujos vitrais na Catedral e no Panteão da Pátria transmitem leveza e grandeza. Para vocês, jovens, essa história revela como visão e arte podem impulsionar um país, inspirando-nos a criar futuros inovadores.

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