Em uma operação que destaca a importância das denúncias anônimas, policiais da Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc/PCGO) resgataram um homem de 22 anos em Goiânia, pondo fim a um ano de sofrimentos intensos. A vítima, que saiu de uma clínica de reabilitação e inicialmente trocou sexo por drogas com um traficante, acabou mantida em cárcere privado, sofrendo agressões constantes e sendo forçada a consumir crack para manter relações sexuais. Detalhes revelados em um vídeo obtido pela coluna Na Mira mostram as marcas visíveis de violência, como olhos roxos e lesões no pescoço, costas e braços. No entanto, o resgate bem-sucedido nessa terça-feira (28/10) representa um triunfo da ação policial, com o agressor preso em flagrante e respondendo por tráfico de drogas, cárcere privado e estupro. O delegado Carlos Alfama enfatizou como a perseverança da vítima em relatar os abusos, mesmo sob coação, pode encorajar outros jovens a buscar ajuda e denunciar situações semelhantes.
Investigações mais profundas revelam que o traficante, com histórico de tráfico internacional de drogas, trancava a vítima em um quarto das 8h às 19h, deixando apenas água, comida e uma bacia para necessidades básicas, enquanto saía para trabalhar. Quando o jovem tentava escapar, era agredido e forçado a ficar. Alfama explicou que o cárcere começou após uma oferta inicial de “sexo em troca de drogas”, mas evoluiu para uma obsessão declarada pelo agressor, que alegava estar apaixonado. A perícia confirmou as violências sexuais e a posse de drogas no local, fortalecendo o caso. Essa história, embora chocante, destaca o poder da resiliência humana e da rede de apoio comunitário, mostrando que, com denúncias e intervenção rápida, é possível transformar tragédias em oportunidades de recuperação e conscientização para o público jovem, promovendo diálogos sobre dependência e abuso.
Ao focar na coragem do resgatado e na eficiência da Denarc, o caso serve como lembrete positivo de que a justiça pode prevalecer, incentivando jovens a ficarem atentos a sinais de exploração e a utilizarem canais de denúncia para proteger a si mesmos e aos outros, construindo uma sociedade mais segura e empática.