Com a proximidade das festas de fim de ano, os salões de beleza em Brasília enfrentam uma demanda intensa, com agendas lotadas e necessidade de reforço nas equipes. De acordo com o Sindicato dos Salões, Institutos e Centros de Beleza e Estética do Distrito Federal (Sincaab/DF), existem cerca de 26 mil empresas do setor na capital, incluindo salões, clínicas de estética, podologia e tatuagem. O presidente do sindicato, Célio Paiva, projeta um faturamento anual entre R$ 350 milhões e R$ 360 milhões, superando os R$ 320 milhões a R$ 340 milhões registrados anteriormente. Profissionais como Maria Alice de Quadros, da Estação da Beleza, relatam que não há mais vagas para a semana do Natal, com dias 22 e 23 sem pausas, atendendo clientes que buscam cortes e procedimentos antes de viagens. A empresária Rosy Galdina, de 29 anos, contratou mão de obra extra para lidar com o aumento, enquanto Rosirene Gomes, com 21 anos no salão Raycon, destaca a procura por serviços como luzes, progressivas e tinturas, embora note que o maior movimento nem sempre se traduz em lucros proporcionais devido aos custos elevados.
Apesar do otimismo geral, nem todos os estabelecimentos registram o mesmo aquecimento. Neide Rocha, à frente do salão afro Hacentwá há 35 anos, espera manter o faturamento mensal entre R$ 8 mil e R$ 10 mil, sem grandes incrementos, mas ainda com esperanças de melhora. Clientes como a estudante Maria Flor enfatizam o bem-estar pessoal ao investir em manutenções capilares, gastando cerca de R$ 600 por ano, e aconselham planejamento antecipado para evitar dificuldades com horários. A aposentada Inácia Pinheiro, moradora da Asa Sul, prioriza a manutenção das unhas para as festas familiares, sugerindo paciência na busca por salões de confiança próximos de casa. Ela observa que o período estimula o autocuidado e a motivação para se apresentar melhor nos encontros.
O mentor de negócios Rafic Júnior alerta que o aumento sazonal pode impulsionar o desempenho anual se bem gerido, ajudando na fidelização de clientes, mas adverte contra erros como falta de controle financeiro e metas claras. Ele recomenda preparação antecipada, incluindo fluxo de caixa e projeção de custos, para transformar o movimento em lucro sustentável, evitando riscos de crescimento descontrolado.