Início Política PGR defende eleições diretas para mandato tampão no governo do Rio de Janeiro
Política

PGR defende eleições diretas para mandato tampão no governo do Rio de Janeiro

186
Palácio Guanabara no Rio de Janeiro com bandeiras tremulando, representando eleições diretas para governo estadual.
Palácio Guanabara no Rio de Janeiro com bandeiras tremulando, representando eleições diretas para governo estadual.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a realização de eleições diretas para o mandato tampão no governo do Rio de Janeiro, em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) na sexta-feira, 5 de abril de 2026. O parecer, assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet, responde a uma arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) proposta pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), que questiona a constitucionalidade do artigo 8º da Constituição do Estado do Rio de Janeiro. A norma estadual prevê eleição indireta pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) em caso de vacância nos dois últimos anos do mandato, o que, segundo a PGR, contraria princípios democráticos.

Contexto da ação no STF

A ADPF foi proposta pelo PSB ao STF, com relatoria do ministro Luiz Fux, visando anular a previsão de eleição indireta para governador e vice-governador no Rio de Janeiro. A PGR argumenta que essa regra estadual fere o princípio da soberania popular e o regime democrático. Em vez disso, sugere a aplicação analógica do artigo 81 da Constituição Federal, que determina eleições diretas em situações semelhantes no âmbito federal.

O governador Cláudio Castro está envolvido no contexto, pois a vacância poderia ocorrer nos dois últimos anos de seu mandato. A manifestação da PGR enfatiza que não há autorização constitucional para tratamentos diferenciados entre entes federativos em matéria de sucessão governamental.

Argumentos da PGR e implicações

A PGR destacou que a eleição indireta ofende fundamentos democráticos essenciais.

A eleição indireta para o cargo de governador, em caso de vacância nos dois últimos anos do mandato, ofende o princípio da soberania popular e o regime democrático.
Além disso, reforçou a necessidade de analogia com o regime federal.
A analogia com o regime federal é imperativa, uma vez que a Constituição Federal não autoriza tratamento diferenciado para os entes subnacionais em matéria de sucessão governamental.

Essa posição pode influenciar decisões futuras sobre sucessão em governos estaduais, promovendo maior participação popular. O STF ainda analisará o caso, mas o parecer da PGR fortalece o debate sobre democracia e soberania no Brasil. Com isso, o Rio de Janeiro pode ver eleições diretas como solução para vacâncias, alinhando-se aos preceitos constitucionais federais.

Conteúdo relacionado

Câmara do DF celebra Orgulho LGBTI+ e expõe discriminação persistente na capital

A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou na sexta-feira, 26 de junho...

Caesb substitui multas por advertências e regulariza ligações de água na Fercal

A Caesb e o GDF implementam medidas para regularizar ligações de água...

Câmara do DF homenageia Bombeiro Amigo sem resolver vulnerabilidades sociais

A Câmara Legislativa do Distrito Federal entregou moções de louvor ao Programa...

Câmara do DF homenageia atletismo no Gama e expõe falha estatal contra violência juvenil

A Câmara Legislativa do Distrito Federal promoveu na tarde de quarta-feira, 26...