Em Brasília, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), revelou em declaração pública na segunda-feira, 13 de abril de 2026, que sua família tem pedido para que ela deixe o cargo devido a ofensas machistas direcionadas a ela. A magistrada afirmou que as críticas contra ela possuem cunho sexista, e destacou o adoecimento de membros da corte causado pelo excesso de processos. Essa revelação surge em meio a debates sobre o ambiente de trabalho no Judiciário brasileiro.
Pressão familiar e ofensas machistas
A família de Cármen Lúcia expressou preocupação com as ofensas machistas que a ministra tem enfrentado. Eles a aconselham a abandonar o STF para preservar sua saúde e bem-estar. Essa pressão reflete o impacto pessoal das agressões verbais e críticas direcionadas à juíza.
A ministra relatou que as ofensas machistas não são isoladas, mas parte de um padrão de ataques que afetam sua atuação profissional. Ela enfatizou como essas agressões interferem na rotina do tribunal.
Sai disso
A citação acima, atribuída à família de Cármen Lúcia, ilustra a urgência do apelo para que ela saia do STF. Esse pedido surge como resposta direta às ofensas machistas persistentes.
Críticas sexistas e adoecimento na corte
Cármen Lúcia afirmou que as críticas contra ela têm cunho sexista, o que agrava o estresse no ambiente do STF. Ela apontou que esses ataques não apenas a afetam individualmente, mas contribuem para um clima tenso na instituição. Além disso, a ministra mencionou o excesso de processos como fator que causa adoecimento entre os membros da corte.
O adoecimento de membros do STF devido ao volume excessivo de processos é uma questão recorrente, segundo a declaração de Cármen Lúcia. Isso compromete a eficiência e a saúde dos magistrados, gerando debates sobre reformas no sistema judiciário. As críticas sexistas, somadas a essa sobrecarga, intensificam os desafios enfrentados pela corte.
Especialistas observam que o cunho sexista das críticas reflete problemas mais amplos de gênero no Judiciário. Cármen Lúcia, ao tornar pública essa situação, busca sensibilizar a sociedade sobre esses impactos. O excesso de processos continua a ser um ponto crítico para o funcionamento do STF.