A Polícia Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal um pedido para a abertura de um terceiro inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por suposta atuação como intermediário em negócios irregulares. A solicitação baseia-se em dados obtidos durante investigações em andamento sobre irregularidades na Dataprev e em contratos firmados com o governo federal. O ministro André Mendonça deverá analisar o material enviado pela corporação.
Base das investigações
As apurações em curso apontam indícios de que Lulinha teria participado de negociações que envolvem a Dataprev. O pedido de novo inquérito reforça o foco em contratos públicos e possíveis irregularidades administrativas. As informações coletadas até o momento orientam a Polícia Federal a aprofundar as diligências já autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal.
Posição da defesa
A defesa de Lulinha rejeita as alegações e afirma que não existem elementos concretos que sustentem a investigação. Um dos advogados do investigado destacou que as suspeitas decorrem de delações sem comprovação documental. O pronunciamento foi registrado em petição protocolada no Supremo Tribunal Federal.
Não há qualquer prova concreta contra meu cliente. São meras ilações baseadas em delações premiais sem respaldo documental
um dos advogados de Lulinha
As autoridades continuarão a examinar os documentos e depoimentos relacionados ao caso. O processo tramita sob sigilo no Supremo Tribunal Federal e aguarda decisão do ministro relator. Novas etapas dependerão da análise dos indícios apresentados pela Polícia Federal.