Em um movimento que reforça a importância da transparência no sistema financeiro, Paulo Henrique Costa, afastado temporariamente da presidência do Banco de Brasília (BRB), se pronunciou sobre a Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (18/11). Ele destacou que toda investigação conduzida pelas autoridades é legítima e essencial para fortalecer as instituições e garantir a clareza nas operações bancárias. Costa explicou que aquisições de carteiras, como a envolvendo o Banco Master, são práticas comuns no mercado, e o BRB agiu rapidamente ao identificar divergências documentais no primeiro quadrimestre, comunicando o Banco Central do Brasil e substituindo a maioria dessas carteiras. Essa atitude proativa, segundo ele, incluiu revisões de documentação, reforço de controles e ajustes de processos para mitigar riscos e preservar a integridade da instituição. Atualmente nos Estados Unidos participando de um curso em Harvard, Costa reiterou seu compromisso em cooperar integralmente, disponibilizando todas as informações necessárias para esclarecer os fatos e zelar pela legalidade.
A operação investiga um suposto esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos, com mandados de busca e apreensão cumpridos na sede do BRB, no Setor de Autarquias Norte (DF), e em outros locais. Além de Costa, a Justiça determinou o afastamento do diretor financeiro Dario Oswaldo Garcia Júnior por 60 dias. A PF prendeu figuras chave do Banco Master, como o dono Daniel Vorcaro, o ex-sócio Augusto Lima e o tesoureiro Alberto Félix. Apesar dos desafios, o foco positivo está na oportunidade de aprimorar o setor financeiro: o BRB havia anunciado a aquisição do Master em março de 2023, mas o negócio foi barrado pelo Banco Central, o que agora pode levar a práticas mais seguras. Costa confia que a apuração trará esclarecimentos definitivos, promovendo um ambiente mais confiável para todos, especialmente para a nova geração que valoriza ética e inovação no mundo das finanças.
Essa resposta investigativa destaca como ações como essas podem impulsionar mudanças positivas, incentivando jovens a se engajarem em debates sobre governança e transparência no setor bancário, construindo um futuro mais justo e responsável.