Imagine um Natal onde as prateleiras dos supermercados e atacadistas do Distrito Federal estão lotadas de panetones irresistíveis, bebidas variadas e itens sazonais que fazem qualquer ceia virar evento. Investigando as projeções do setor, o Sindiatacadista-DF estima um crescimento de 10% a 15% nas vendas desses produtos, impulsionado pelo consumo antecipado e pela volta do planejamento familiar. Álvaro Júnior, presidente da entidade, destaca que “a expectativa para este Natal é bastante positiva. O consumidor voltou a se planejar e isso fortalece o desempenho do atacado”. Essa onda otimista reflete uma recuperação econômica local, com estoques reforçados e uma confiança renovada que promete superar o desempenho de 2023. Para os jovens que adoram tendências, novas opções como panetones de pistache e parcerias entre Bauducco e Fini estão entrando em cena, mas os clássicos, como os tradicionais e o chocotone, continuam dominando as preferências e puxando as vendas.
No segmento de bebidas, a movimentação é intensa, com grandes redes estocando mais para atender a demanda crescente, embora haja rupturas pontuais em alguns itens devido à necessidade de liquidar estoques antigos. Fabrício Borges, da Merit, explica que “as grandes redes compraram um pouco a mais, esperando uma boa virada, mas alguns players precisam liquidar estoques antigos. Isso gera falta pontual em alguns segmentos”. Já nos panetones, Rodrigo Mamede, da distribuidora Sobebe, revela que a procura começou mais cedo, com reposições antecipadas em lojas onde as vendas superaram o ano anterior, projetando o mesmo crescimento de 10% a 15%. Essa preparação do atacado no DF, com variedade e preços competitivos, não só anima o comércio local como também incentiva os jovens a explorarem novas tradições natalinas, tornando o fim de ano uma oportunidade de consumo consciente e festivo.
Enquanto isso, no âmbito nacional, Renato Agostinho, diretor do Departamento de Operações de Comércio Exterior do MDIC, destacou durante o Encontro Nacional de Comércio Exterior no Rio de Janeiro a importância das exportações para o emprego. Empresas que começam a exportar ampliam em média 37,6% o quadro de funcionários, com salários mais altos. Com a Reforma Tributária, o governo projeta alta de 17% nas exportações e 12% na empregabilidade em 15 anos, graças à simplificação e não cumulatividade, aproximando o Brasil de modelos internacionais. Essa visão positiva reforça como medidas econômicas podem impulsionar oportunidades para a nova geração, conectando o otimismo local do DF a um futuro promissor no comércio exterior.