Em uma reviravolta que anima os donos de flats no Riviera Park Hotel, em Caldas Novas (GO), a batalha judicial contra a administradora WAM Riviera Administração Hoteleira ganhou um capítulo positivo com a revogação de uma liminar que suspendia a Assembleia Geral Extraordinária (AGE). Convocada pelo Conselho Consultivo e Fiscal dos proprietários, a reunião visa votar a destituição da empresa após reprovação das contas e alegações de má administração. A desembargadora responsável destacou que adiar a deliberação seria prejudicial, garantindo aos condôminos o direito democrático de escrutinar a gestão e decidir os rumos do local. Essa decisão, tomada na terça-feira (18/11), veio após uma série de recursos e contrarrecursos, incluindo uma suspensão em plantão judicial na sexta-feira anterior, mas agora abre caminho para que os proprietários exerçam sua autonomia, celebrando a força coletiva em meio a um cenário de disputas.
Enquanto isso, um episódio de impedimento de entrada de hóspedes e convidados, ocorrido na quarta-feira (19/11), véspera de feriado, destacou a resiliência dos proprietários. Relatos de uma dona de flat descrevem o caos quando a WAM mudou procedimentos de reserva sem aviso, exigindo aprovações com três dias úteis de antecedência e comprovantes de pagamento, o que afetou famílias e turistas vindos de longe. A Polícia Militar de Goiás foi acionada para mediar, mas a administradora defende que as medidas visam cumprir decisões judiciais contra locações irregulares, protegendo proprietários que seguem as regras. Apesar do constrangimento, o foco positivo está na mobilização dos condôminos, que transformaram uma briga inicial sobre liberdade de aluguel em uma luta maior por transparência e respeito à convenção condominial, inspirando jovens proprietários a se envolverem mais em decisões coletivas.
Com a AGE marcada para 25 de novembro, os proprietários veem uma oportunidade real de mudança, mesmo com a WAM questionando a data na justiça. Essa narrativa revela não só os desafios de gerir um empreendimento hoteleiro, mas também o poder da persistência: o que começou com restrições ao aluguel de flats evoluiu para descobertas de irregularidades, fortalecendo o senso de comunidade e empoderando os donos a reconquistarem o controle de seu paraíso em Caldas Novas.