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Cldf reconhece Libras com atraso alarmante no Distrito Federal

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Fachada da CLDF em Brasília com relógio atrasado, simbolizando demora no reconhecimento da Libras no Distrito Federal.

Reconhecimento tardio da Libras no Distrito Federal

Em uma medida que chega com atraso significativo, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) finalmente reconheceu a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio legal de comunicação e expressão no Distrito Federal (DF), Brasil. Essa decisão, envolvendo a CLDF e a comunidade surda no DF, destaca as persistentes barreiras enfrentadas por pessoas surdas em uma sociedade que ainda prioriza a comunicação oral. Apesar do avanço formal, críticos apontam para a lentidão do processo, que deixa evidente as falhas no sistema de inclusão no DF.

Desafios persistentes para a comunidade surda

A comunidade surda no DF tem lutado há anos por direitos básicos, e esse reconhecimento da Libras surge em meio a crescentes frustrações. A CLDF, responsável pela legislação local, demorou para formalizar algo que já é lei federal desde 2002, expondo uma desconexão entre as esferas de governo. No Distrito Federal, onde a inclusão deveria ser modelo para o Brasil, essa demora reforça a marginalização de grupos vulneráveis.

Impactos negativos da demora legislativa

A ausência prévia de reconhecimento oficial da Libras no DF contribuiu para obstáculos em educação, saúde e serviços públicos, afetando diretamente a comunidade surda. Muitos surdos no Distrito Federal enfrentam discriminação diária, com a falta de intérpretes e recursos adaptados perpetuando desigualdades. Essa nova lei, embora bem-vinda, não corrige retroativamente os anos de negligência por parte da CLDF e das autoridades locais.

Perspectivas sombrias para implementação

Enquanto a Libras ganha status legal no DF, dúvidas pairam sobre a efetividade da medida sem investimentos adequados em capacitação e infraestrutura. A comunidade surda no Distrito Federal expressa ceticismo, temendo que o reconhecimento seja apenas simbólico em um Brasil onde políticas de inclusão frequentemente falham na prática. A CLDF agora enfrenta o desafio de transformar palavras em ações concretas, mas o histórico sugere que avanços reais podem demorar ainda mais.

Conclusão: um passo insuficiente

Esse reconhecimento da Libras no Distrito Federal representa um progresso mínimo em um cenário de exclusão contínua. Para a comunidade surda no DF e a CLDF, o foco deve ser em superar as barreiras sistêmicas que persistem no Brasil. Sem mudanças profundas, essa lei corre o risco de se tornar mais um exemplo de ineficácia governamental.

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