Empreendedores inovadores transformaram a inclusão no carnaval em oportunidades de negócio lucrativas, criando blocos adaptados para bebês e idosos em São Paulo e Nova Friburgo (RJ). Durante o carnaval de 2026, essas iniciativas reuniram milhares de participantes, promovendo diversão segura e gerando faturamentos de até R$ 70 mil por meio de patrocínios e parcerias. Diogo Rios e Beatriz Rimes lideram esses projetos, destacando como a adaptação à folia pode atender públicos tradicionalmente excluídos.
Bloco infantil em São Paulo atrai multidões
Diogo Rios, criador do bloco infantil em São Paulo, começou adaptando um berço para o filho participar do carnaval. A ideia viralizou e evoluiu para um evento com estrutura completa, incluindo fraldário, áreas de amamentação, controle de som e sombras para proteção. No carnaval de 2026, o bloco reuniu cerca de 10 mil pessoas, entre bebês, crianças na primeira infância e suas famílias, demonstrando a demanda por opções inclusivas na folia paulistana.
Iniciativa para idosos em Nova Friburgo
Em Nova Friburgo (RJ), Beatriz Rimes idealizou um bloco dedicado a idosos, com a primeira edição ocorrida em 2025. O evento conta com voluntários, distribuição de água, áreas de descanso e um trajeto planejado para garantir segurança. Com apoio de Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI), o bloco permite que participantes desfrutem do carnaval sem riscos, integrando famílias e promovendo bem-estar.
Inclusão gera receita e impacto social
Esses blocos não apenas incluem bebês e idosos na celebração, mas também criam receitas via patrocínios e aumento na demanda por serviços relacionados. A motivação principal é oferecer estrutura segura, transformando a folia em uma experiência acessível a todos. Em 2026, as iniciativas destacam como o empreendedorismo pode aliar diversão e responsabilidade social.
“Envelhecer é obrigatório, mas ficar velho é opcional.”
Essa frase, dita por um participante de 64 anos no bloco de Nova Friburgo, resume o espírito das iniciativas. Com o sucesso observado, esses blocos adaptados sinalizam uma tendência crescente no carnaval brasileiro, priorizando inclusão e inovação.