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Empreendedora de Paraty transforma saberes caiçaras em negócios inovadores com algas

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Em Paraty (RJ), a empreendedora Aparecida Ayres transformou saberes ancestrais caiçaras em um negócio inovador ao cultivar e utilizar algas, criando o Algas na Mesa Paraty no Rancho Ayres. Com apoio da família, da comunidade local, do Sebrae e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o projeto une tradição e inovação para produtos gastronômicos, cosméticos e bebidas. Iniciado com uma virada em 2021, o empreendimento visa defender o território contra especulação imobiliária, conservar a biodiversidade e combater a crise climática, conectando-se à Agenda 2030.

A origem do projeto

A jornada de Aparecida Ayres começou em 2021 com um curso de algicultura oferecido pela UFRJ. Nesse período, ela uniu os saberes tradicionais da comunidade caiçara de Paraty com o cultivo da macroalga Kappaphycus alvarezii. Localizado na Praia de São Gonçalo, no litoral fluminense, o Rancho Ayres se tornou o centro dessa iniciativa, onde a empreendedora desenvolveu produtos como tempuralgas, inspirados em observações locais.

Tive a ideia ao observar as barracas japonesas da Festa do Divino de Paraty, que são as mais disputadas, com filas enormes para o yakisoba e o tempurá. Eu pensei que precisávamos ter o nosso próprio tempurá, mas com a nossa identidade e o nosso cultivo.

Desenvolvimento e apoio

O negócio ganhou estrutura com oficinas do Sebrae sobre gestão, precificação e atendimento ao cliente. Esses treinamentos ajudaram a profissionalizar o Algas na Mesa Paraty, permitindo a criação de uma linha diversificada de itens gastronômicos, cosméticos e bebidas. A família de Ayres e a comunidade caiçara de Paraty participam ativamente, fortalecendo os laços locais e promovendo a inovação sustentável.

Nós não recebemos apenas clientes, recebemos pessoas.

Inovação e impacto ambiental

A motivação principal é inovar para proteger o território e a biodiversidade. Ao beneficiar as algas localmente, o projeto contribui para a conservação e o combate à crise climática, alinhando-se às metas da Agenda 2030. Ayres destacou o valor do aprendizado sobre o mercado global de algas e técnicas de produção, conectando o trabalho artesanal a objetivos maiores de sustentabilidade.

Aprendemos desde a visão global do mercado de algas até os detalhes técnicos da produção. Mas o mais valioso foi entender como conectar nosso trabalho artesanal às metas da Agenda 2030 e compreender que o beneficiamento da alga no nosso território é uma estratégia de conservação da biodiversidade e de combate à crise climática.

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