Na quarta-feira, 26 de agosto de 2026, a Articulação de Mulheres Negras Brasileiras lançou em Brasília o Manifesto Político das Mulheres Negras do Brasil: O Pacto do Bem Viver e as Eleições 2026. O documento propõe um sistema político centrado no bem viver, com foco em justiça, equidade, solidariedade e vida digna, e busca ocupar espaços de poder a partir de 2027. A iniciativa também critica o racismo e o sexismo nos partidos políticos e divulga a hashtag #EuVotoEmNegra.
Objetivos centrais do pacto
O manifesto pretende corrigir desigualdades estruturais originadas pela escravidão e ampliar a representatividade de mulheres negras nas instituições. As coordenadoras Jolúzia Batista, Janira Sodré, a promotora Nádia Estela Ferreira Mateus e Caiene Reinier Freitas destacam a necessidade de políticas públicas voltadas a direitos e cidadania. A articulação envolve mulheres negras de todo o país e contextualiza a discussão em torno de guerra híbrida e tecno autoritarismo.
Desigualdades na representatividade
Entre os desafios apontados está a baixa presença de mulheres negras em cargos de decisão. Os dados apresentados mostram que, entre 13 mil membros das unidades do Ministério Público em todo o país, apenas 0,7% — 81 mulheres — são procuradoras e promotoras pretas.
A luta do manifesto é por igualdade, justiça e reparação, para corrigir desigualdades estruturais originadas por mais de três séculos de escravidão no Brasil.
Jolúzia Batista
Outra citação reforça o quadro: “Entre 13 mil membros das unidades de todo o país, apenas 0,7% — 81 mulheres — são procuradoras e promotoras pretas.” A iniciativa pretende mobilizar eleitoras e eleitores para as eleições de 2026 e consolidar uma agenda de reparação histórica.