Em Poço das Antas, no interior do Rio Grande do Sul, a produtora rural Miriam Santiago inovou ao criar a experiência turística “Samba na Uva”, que combina samba, pisa da uva e memória negra, resultando em um aumento de 248% no faturamento de sua vinícola entre 2024 e 2025.
A iniciativa inovadora
A experiência “Samba na Uva” foi desenvolvida por Miriam Santiago, proprietária da vinícola, com o objetivo de valorizar a história negra na produção vinícola e contar narrativas frequentemente ignoradas. A atração une elementos culturais como a pisa simbólica das uvas ao som de samba, destacando a participação negra na vinificação com base em pesquisas históricas. Turistas visitantes participam ativamente, o que agrega valor à produção local e diferencia o negócio no mercado.
Detalhes da experiência
O passeio inclui um tour pela propriedade com passeio de trator pelas parreiras, seguido de degustação de produtos locais. A integração do samba com a pisa da uva cria uma vivência imersiva, promovendo a memória negra e enriquecendo a narrativa histórica da vinificação na região. Essa abordagem não apenas educa os participantes, mas também fortalece a identidade cultural do local.
“Ao juntar a roda de samba com a pisa da uva, a gente conta uma história que não costuma ser contada: a história das pessoas negras com o vinho” – Miriam Santiago
Impacto econômico e cultural
Entre 2024 e 2025, a iniciativa impulsionou significativamente o faturamento da vinícola, com um crescimento de 248%, demonstrando o potencial de experiências turísticas inovadoras para o setor rural. A valorização da memória negra não só atrai turistas em busca de vivências autênticas, mas também contribui para a preservação de narrativas históricas subrepresentadas. Com a experiência em andamento, Poço das Antas se posiciona como um destino que une tradição vinícola e diversidade cultural.
Perspectivas futuras
A criação de “Samba na Uva” reflete uma tendência de inovação no turismo rural, onde elementos culturais são integrados para diferenciar ofertas e promover inclusão. Miriam Santiago, como produtora rural, exemplifica como iniciativas baseadas em pesquisas históricas podem transformar negócios locais, incentivando outros empreendedores a explorarem narrativas não contadas. Essa abordagem continua a atrair visitantes, consolidando o impacto positivo na economia e na valorização cultural da região.