A Polícia Federal investiga a transferência de R$ 14,2 milhões de um fundo de investimento ligado à empresa Refit para familiares e pessoas próximas do senador Ciro Nogueira. Os repasses ocorreram entre 2018 e 2022 e são analisados para verificar se configuraram vantagens indevidas. O inquérito tramita no Supremo Tribunal Federal e envolve contratos de prestação de serviços ou cessão de direitos, como consultoria e assessoria estratégica, originados do FIP Refit.
Detalhes da movimentação financeira
Os valores foram direcionados a parentes do senador, incluindo sua mãe, irmã e primo, além de um ex-assessor, um lobista e o empresário José Carlos Pinheiro. As autoridades apuram se os contratos serviram para simular pagamentos e ocultar possíveis propinas relacionadas a acordos da Refit com órgãos públicos durante gestões do PP. A investigação permanece em andamento sem conclusões definitivas até o momento.
Posicionamento do senador
A assessoria de Ciro Nogueira nega qualquer irregularidade nos procedimentos. Os contratos teriam sido firmados de forma transparente e os valores declarados corretamente aos órgãos competentes.
Não há qualquer irregularidade. Os contratos foram celebrados de forma transparente e os valores declarados corretamente à Receita Federal e ao Tribunal de Contas
Assessoria de Ciro Nogueira
Próximos passos da apuração
A Polícia Federal continua a análise dos documentos e depoimentos para esclarecer a natureza dos repasses. O caso reforça o monitoramento sobre operações financeiras envolvendo políticos e empresas com contratos públicos no Brasil.