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Operação Alerta apreende 534 celulares em 49 presídios de 18 estados

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Ao todo, 49 unidades prisionais foram vistoriadas Tânia Rêgo/Agência Brasil - Arquivo
Ao todo, 49 unidades prisionais foram vistoriadas Tânia Rêgo/Agência Brasil - Arquivo

A Operação Alerta apreendeu 534 aparelhos celulares em 49 presídios de 18 estados do Brasil, em ação realizada em 20 de maio de 2026 e divulgada dois dias depois pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A iniciativa coordenada pela Senappen mobilizou mais de 2 mil agentes e integrou o Plano Nacional de Combate ao Crime Organizado, com foco no enfraquecimento do comando de facções criminosas a partir do sistema prisional.

Distribuição das apreensões

A Bahia liderou o ranking com 107 celulares confiscados, seguida pelo Ceará, com 72, Rondônia, com 61, Rio Grande do Norte, com 52, e Pará, com 41. Além dos aparelhos, a força-tarefa apreendeu drogas, armas, chips e outros itens ilícitos em operações baseadas em critérios de inteligência. A ação será repetida duas vezes por mês para ampliar o cerco às organizações criminosas.

Participação institucional

Contaram com a operação a Força Nacional, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e secretarias estaduais de Administração Penitenciária. O ministro Ricardo Lewandowski destacou o caráter estratégico da iniciativa, que combina fiscalização presencial e análise de dados para identificar pontos de vulnerabilidade dentro dos estabelecimentos penais.

Perspectivas futuras

Com a continuidade das operações, o governo federal pretende intensificar o uso de tecnologia e inteligência para reduzir a capacidade de comunicação das facções. A meta é consolidar um modelo de fiscalização permanente que limite o poder de comando exercido de dentro dos presídios e fortaleça a segurança pública em todo o território nacional.

Essa operação marca o início de uma nova fase no combate ao crime organizado no sistema prisional brasileiro. Vamos intensificar as ações de inteligência e fiscalização para desarticular as organizações criminosas que atuam de dentro dos presídios.

Ricardo Lewandowski

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